CORRELAÇÃO DE ESTADOS E EVENTOS
(Profº. Maurício da Silva)

O VM. Samael Aun Weor, através dos textos abaixo, extraídos na íntegra do seu extraordinário livro Tratado de Psicologia Revolucionária, nos ensina mais uma prática para vivermos bem, de instante em instante e sermos felizes. Trata-se da técnica para correlacionarmos inteligente e adequadamente, de instante a instante, Os Estados Psicológicos Interiores aos Eventos Externos.

Para correlacionarmos adequadamente os estados aos eventos, devemos vivenciar um evento de cada vez, fazer somente uma coisa por vez concentradamente, o que consiste na arte de ser feliz.

Para aprender como correlacionar adequadamente estado e evento, vamos estudar atentamente os textos abaixo do VM. Samael Aun Weor, assimilá-los e colocá-los em prática no nosso cotidiano viver:

"No terreno da vida prática, sempre descobrimos contrastes que assombram. Pessoas endinheiradas, possuindo magníficas residências e muitas amizades, às vezes sofrem espantosamente...Humildes operários da pá e da picareta, ou pessoas da classe média, vivem às vezes em completa felicidade.Muitos arquimilionários sofrem de impotência sexual, e ricas senhoras choram amargamente a infelicidade do marido... Os ricos da Terra parecem abutres dentro de gaiolas de ouro, e atualmente não podem viver sem "guarda-costas"...Os homens de Estado arrastam correntes, nunca estão livres e andam por todos os lados rodeados de homens armados até os dentes... Estudemos esta situação mais detidamente. Necessitamos saber o que é a vida. Cada um é livre para opinar como queira... Digam o que digam, certamente ninguém sabe nada, a vida é um problema que ninguém entende... Quando as pessoas desejam contar-nos gratuitamente a história de sua vida, citam acontecimentos, nomes e sobrenomes, datas, etc., e sentem satisfação ao fazer seus relatos. Essas pobres pessoas ignoram que seus relatos estão incompletos, porque eventos, nomes e datas são apenas o aspecto externo do filme; falta o aspecto interno... É urgente conhecer os "estados de consciência": a cada evento corresponde tal ou qual estado anímico. Os estados são interiores e os eventos são exteriores; os acontecimentos externos não são tudo...Entende-se por estados interiores as boas ou más disposições, as preocupações, a depressão, a superstição, o temor, a suspeita, a misericórdia, a auto-consideração, a superestimação de si mesmo; estados de felicidade, estados de gozo, etc., etc., etc. Inquestionavelmente, os estados interiores podem corresponder-se exatamente com os acontecimentos exteriores, podem ser originados por estes, ou não ter relação alguma com os mesmos... De qualquer modo, estados e eventos são diferentes. Nem sempre os eventos se correspondem exatamente com estados afins. O estado interior de um evento agradável poderia não se corresponder com o mesmo. O estado interior de um evento desagradável também poderia não se corresponder com o mesmo. Quando surgiram acontecimentos aguardados durante muito tempo, muitas vezes sentimos que faltava algo...E, freqüentemente, o acontecimento que não esperávamos veio a ser o que melhores momentos nos proporcionou..."Combinar estados interiores com acontecimentos exteriores, de forma correta, é saber viver inteligentemente. Qualquer evento inteligentemente vivenciado exige seu correspondente estado interior específico. Porém, infelizmente, as pessoas, quando revisam sua vida, pensam que esta é formada exclusivamente por eventos exteriores... Pobres pessoas! Pensam que, se tal ou qual acontecimento não lhes houvesse sucedido, sua vida teria sido melhor... Supõem que a sorte veio ao seu encontro, e que perderam a oportunidade de ser felizes...Lamentam o perdido, choram o que desprezaram, gemem recordando velhos tropeços e calamidades... Não querem dar-se conta de que vegetar não é viver, e de que a capacidade para existir conscientemente depende exclusivamente da qualidade dos estados interiores da Alma... Certamente, não importa quão formosos sejam os acontecimentos externos da vida, se não nos encontramos em tais momentos no estado interior apropriado. Os melhores eventos podem parecer-nos monótonos, cansativos, ou simplesmente aborrecedores...Alguém aguarda com ansiedade a festa de casamento; é um acontecimento, mas poderia suceder que estivesse tão preocupado no momento preciso do evento que realmente não encontrasse nele nenhum deleite, e que tudo aquilo se tornasse tão árido e frio como um protocolo...A experiência nos ensinou que nem todas as pessoas que assistem a um banquete ou a um baile, divertem-se de verdade...Nunca falta um aborrecido no melhor dos festejos, e as peças mais deliciosas alegram a uns e fazem chorar a outros...Muito raras são as pessoas que sabem combinar conscientemente o evento externo com o estado interno apropriado. É lamentável que as pessoas não saibam viver conscientemente: choram quando devem ir e riem quando devem chorar... Controle é diferente: o sábio pode estar alegre, mas nunca cheio de louco frenesi; triste, mas nunca desesperado e abatido; sereno no meio de violência; abstêmio na orgia; casto em meio à luxúria, etc... As pessoas melancólicas e pessimistas pensam da vida o pior e francamente não desejam viver... Todos os dias vemos pessoas que não somente são infelizes como, além disso, e o que é o pior, fazem também amarga a vida dos demais... Gente assim não mudaria nem vivendo diariamente de festa em festa; carregam a enfermidade psicológica em seu interior. Tais pessoas possuem estados íntimos definitivamente perversos...Não obstante, esses indivíduos se auto-qualificam como justos, santos, virtuosos, nobres, serviçais, mártires, etc., etc., etc...São pessoas que se auto-consideram demasiadamente; pessoas que estimam muito a si mesmas, indivíduos que se apiedam muito de si mesmos e que sempre buscam escapatórias para fugir a suas próprias responsabilidades... Pessoas assim estão acostumadas às emoções inferiores, e é evidente que por tal motivo criam diariamente elementos psíquicos infra-humanos. Os eventos desgraçados, os reveses da fortuna, miséria, dívidas, problemas, etc., são exclusivamente daquelas pessoas que não sabem viver...Qualquer um pode formar uma rica cultura intelectual, mas são muito poucas as pessoas que aprenderam a viver retamente...Quando alguém quer separar os eventos exteriores dos estados interiores da consciência, demonstra concretamente sua incapacidade para existir dignamente. Aqueles que aprendem a combinar conscientemente eventos exteriores e estados interiores marcham pelo caminho do êxito"..."Inquestionavelmente, na rigorosa observação do Mim Mesmo, resulta inadiável fazer uma completa diferenciação lógica entre os acontecimentos exteriores da vida prática e os estados íntimos da consciência.Necessitamos, com urgência, saber onde estamos situados em um dado momento, tanto em relação ao estado íntimo da consciência como à natureza específica do acontecimento exterior que nos está sucedendo. A vida, em si mesma, é uma série de acontecimentos que se processam através do tempo e do espaço...Alguém disse: "A vida é uma cadeia de martírios que o homem leva enredada na Alma..."Cada um tem liberdade de pensar como quiser; eu creio que aos efêmeros prazeres de um instante fugaz sucedem sempre o desencanto e a amargura...Cada acontecimento tem seu sabor característico especial, e os estados interiores são também de diversos tipos; isto é irrefutável...Certamente, o trabalho interior sobre si mesmo se refere aos diversos estados psicológicos da consciência...Ninguém poderia negar que carregamos, em nosso interior, muitos erros, e que existem estados equivocados...Se realmente queremos mudar, necessitamos, com urgência máxima e inadiável, modificar radicalmente esses estados equivocados da consciência...A modificação absoluta dos estados equivocados origina transformações completas no terreno da vida prática.Quando alguém trabalha seriamente sobre os estados equivocados, obviamente os acontecimentos desagradáveis da vida já não podem ferí-lo tão facilmente...Estamos dizendo algo que só é possível compreender vivenciando-o, sentindo-o realmente no próprio terreno dos fatos...Quem não trabalha sobre si mesmo é sempre vítima das circunstâncias; é como um mísero pedaço de madeira entre as águas tormentosas do oceano...Os acontecimentos mudam incessantemente em suas múltiplas combinações, vêm um após outro em ondas; são influências...Certamente existem bons e maus acontecimentos; alguns eventos serão melhores ou piores que outros... Modificar certos eventos é possível; alterar resultados, modificar situações, etc., está certamente dentro das possibilidades. Mas existem, de fato, situações que não podem ser alteradas. Nestes últimos casos, devem ser aceitas conscientemente, ainda que algumas sejam muito dolorosas e até perigosas...Inquestionavelmente, a dor desaparece quando não nos identificamos com o problema que se apresentou...Devemos considerar a vida como uma série sucessiva de estados interiores; uma história autêntica de nossa vida em particular está formada por todos esses estados... Ao revisar a totalidade de nossa própria existência, podemos verificar por nós mesmos, de forma direta, que muitas situações desagradáveis foram possíveis graças a estados interiores equivocados...Alexandre o Grande, ainda que sempre tenha sido temperado por natureza, se entregou por orgulho aos excessos que lhe produziram a morte...Francisco I morreu por causa de um adultério sujo e abominável, que a história ainda recorda muito bem...Quando Marat foi assassinado por uma monja perversa, morria de orgulho e inveja e acreditava-se absolutamente justo...As damas do Parque dos Servos, inquestionavelmente, acabaram totalmente com a vitalidade do espantoso fornicário chamado Luiz XV. Muitas são as pessoas que morrem por ambição, ira ou ciúmes; isto o sabem muito bem os psicólogos...Quando nossa vontade se confirma irrevogavelmente em uma tendência absurda, nos convertemos em candidatos ao cemitério. Otelo, devido aos ciúmes, se converteu em assassino, e a prisão está cheia de equivocados sinceros"... Torna-se inadiável a plena auto-observação íntima do Mim Mesmo, quando se trata de descobrir estados psicológicos equivocados. Inquestionavelmente, os estados psicológicos equivocados podem ser corrigidos mediante procedimentos corretos. Como a vida interior é o imã que atrai os eventos exteriores, necessitamos, com a máxima urgência, eliminar de nossa psique os estados psicológicos errôneos. Corrigir estados psicológicos equivocados é indispensável quando se quer alter fundamentalmente a natureza de certos eventos indesejáveis. Alterar nossa relação com determinados eventos é possível se eliminamos de nosso interior certos estados psicológicos absurdos. Situações exteriores destrutivas poderiam se converter em inofensivas e até construtivas mediante a inteligente correção dos estados interiores errôneos. Alguém pode mudar a natureza dos eventos desagradáveis que lhe ocorrem quando se purifica intimamente. Quem jamais corrige os estados psicológicos absurdos, crendo-se muito forte, converte- se em vítima das circunstâncias. Por ordem em nossa desordenada casa interior é vital, quando se deseja mudar o curso de uma existência infeliz. As pessoas que se queixam de tudo, sofrem, choram e protestam, gostariam de mudar de vida, sair do infortúnio em que se encontram; infelizmente, não trabalham sobre si mesmas. Não querem dar-se conta de que a vida interior atrai circunstâncias exteriores, e que, se estas são dolorosas, isto se deve aos estados interiores absurdos. O exterior é apenas o reflexo do interior; quem muda interiormente origina uma nova ordem de coisas. Os eventos exteriores jamais poderiam ser tão importantes, como o modo de reagir ante os mesmos. Permanecestes sereno ante o insultador? Recebestes com agrado as manifestações desagradáveis de vossos semelhantes? De que maneira reagistes ante a infidelidade do ser amado? Deixaste-vos levar pelo veneno dos ciúmes? Matastes? Estais na prisão? Os hospitais, os cemitérios e as prisões estão cheios de equivocados sinceros, que reagiram de forma absurda ante os eventos exteriores. A melhor arma que um homem pode usar na vida é um estado psicológico correto. Pode-se desarmar feras e desmascarar traidores mediante estados interiores apropriados.Os estados interiores equivocados convertem-se em vítimas indefesas da perversidade humana. Aprendei a enfrentar os acontecimentos mais desagradáveis da vida prática com uma atitude interior apropriada...Não vos identifiqueis com acontecimentos mais desagradáveis da vida prática com uma atitude interior apropriada...Não vos identifiqueis com acontecimento algum; recordai que tudo passa; aprendei a ver a vida como um filme e recebereis os benefícios...Não esqueçais que acontecimentos sem nenhum valor poderiam levar-nos à desgraça, se não eliminardes de vossa Psique os estados interiores equivocados. Cada evento exterior necessita, inquestionavelmente, da senha apropriada, ou seja, do estado psicológico preciso" (Samael Aun Weor).

Para podermos fazer a travessia prenunciada pelos maias, transladarmos da Idade de Ferro da quinta Raça-raiz para o amanhecer da galaxia, para a Idade de Ouro da sexta Raça-Raiz, devemos aprender a equilibrar adequadamente, de instante a instantes estados e eventos. Para tal temos que praticar a recordação de si mesmo, a auto-observação e os Três Fatores de Revolução da Consciência.

Para aprofundamento no assunto assista à vídeo aula

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